Como a transformação digital irá impactar a cadeia de suprimentos?

Como a transformação digital irá impactar a cadeia de suprimentos?

De acordo com o físico teórico Michio Kaku, famoso por suas teorias futuristas, o mundo ainda tem medo da evolução tecnológica. No entanto, neste mundo em que vivemos, na era da transformação digital, é preciso encarar os temores e preparar-se para o que virá. O recente estudo da Hewlett Packard EnterpriseMaking the leap to next: four shifts needed to lay the foundation for your digital transformation” — em português “Dando o salto para o futuro: quatro mudanças necessárias para lançar as bases para sua transformação digital” —,  apresenta os avanços de inovação no supply chain na era digital que irão impactar todas as indústrias.

Para um futuro que está por vir, as empresas devem estar focadas em alcançar a inovação contínua. E esse processo já começou. Conheça quais são essas mudanças necessárias e entenda os impactos da transformação digital na cadeia de suprimentos.

1- Abraçar a inovação, continuamente

Um único projeto que consome a TI por 18 meses? Isso é passado. Para acompanhar o ritmo acelerado imposto pela era digital com a finalidade de atender as demandas crescentes por inovação, as empresas devem ser cada vez mais ágeis. As soluções de supply chain precisam ser atualizadas à medida que o mercado, o cliente ou a legislação demandem mudanças para serem entregues rapidamente, sem a necessidade de novos projetos que exijam grandes esforços do cliente.

Uma das estratégias do setor de TI atual é adotar o DevOps (Dev, de desenvolvimento + Ops, de operações), para aumentar a capacidade de uma empresa de distribuir aplicativos e serviços em alta velocidade e com qualidade. O time-to-market (tempo para colocar um produto ou serviço no mercado) encurtou. Por meio do DevOps, é possível otimizar e aperfeiçoar produtos em um ritmo mais rápido do que as que usam processos tradicionais de desenvolvimento de software, permitindo experimentações e melhoria contínua. A velocidade é tudo. Essa velocidade permite que as empresas atendam melhor aos seus clientes e possam competir de modo mais eficaz no mercado.

2- Espaço a inovadores destemidos

Transformar suas operações de negócios irá envolver mais do que apenas TI corporativa. Já estamos convivendo com os negócios disruptivos, como é o caso de Airbnb, Spotify, Uber, que mudam a maneira de se relacionar com os clientes e de como isso influencia nas ofertas de produtos e serviços. A inovação no supply chain passará pelo desenvolvimento pensando mais no “business” do cliente do que para os técnicos de TI. As soluções serão melhores, mais rápidas e mais úteis na tarefa de trazer retornos às empresas. Ou seja, em trazer resultados de negócio e não apenas em manter o negócio “rodando”.

Cada vez mais, também, os clientes corporativos e os usuários finais farão parte do desenvolvimento das ofertas, com suas expertises e necessidades sendo ouvidas e incluídas na oferta. Dessa forma, as empresas irão atender a um grande número de pessoas de maneiras inteligentes. E novas ofertas serão criadas de modo que permitam aos usuários escolher quais recursos desejam ou não. E, indo mais além, não-especialistas e usuários finais poderão criar novos aplicativos (apps) facilmente e, até mesmo, incluir APIs (Application Programming Interface, em português: Interface de Programação de Aplicativos) em seus sistemas operacionais e de gestão.

3- Ir além (e retornar)

Hoje, a maioria das empresas analisa seus dados “a partir do” e “no” centro das suas operações. Saindo dos muros corporativos, as soluções de supply chain como o OSA (On Shelf Availability) vão lá na ponta do varejo colher as informações e não apenas dentro da própria empresa. Analisando dados não só da empresa, mas sabendo, de fato, o que está acontecendo nas lojas, indústrias, distribuidores, operadores logísticos, processos com o governo e instituições financeiras, é possível obter indicadores valiosos para a tomada de decisões.

Mas indo um pouco mais além, o que acontece se os dados estiverem em um vídeo 3D ou se estiverem sendo enviados de milhares de sensores em uma instalação? Para o futuro, precisamos começar capacitando as pessoas e as máquinas para tomar decisões no ponto de impacto, ou seja, onde estão acontecendo. De acordo com previsões da Cisco, com a Internet das Coisas (IoT – Internet of Things) estamos apenas começando a entrar em um novo mundo: a Internet de Tudo (IoE – Internet of Everything), onde as coisas vão ganhar consciência de contexto, maior poder de processamento e maiores capacidades de detecção. Adicione pessoas e informações a esse mix e você obtém uma rede de redes em que bilhões ou mesmo trilhões de conexões criam oportunidades sem precedentes.

4- Avanço na ciência dos dados

Tal como acontece com a democratização do desenvolvimento de novos produtos e serviços, com a transformação digital teremos que repensar a nossa abordagem em relação aos dados. Em vez de usuários especialistas, teremos usuários de negócios. Em vez de analisar um único tipo de dado e de transações ocorridas no passado, vamos analisar todos os tipos de dados — inclusive dados não tradicionais, como postagens sociais e preferências pessoais — e em tempo real, enquanto elas ocorrem. A ciência dos dados evoluirá para uma plataforma e uma interface cada vez mais amigável para o usuário, com um entendimento humano mais aprofundado, sem que você seja “esmagado” pela massa de informações gerada pela IoE. No que diz respeito aos negócios, as informações serão acessíveis também de forma mais fácil, intuitiva e direcionada, permitindo claramente a tomada de decisão do negócio.

É assim que as empresas líderes estão se preparando para as exigências impostas pela transformação digital no futuro. E você, está pronto para esses saltos de inovação?

Autor

A NeoGrid é uma empresa brasileira de soluções para a gestão de Supply Chain com clientes em mais de 30 países e escritórios na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia. Em plataforma exclusiva e completa, as soluções NeoGrid sincronizam a cadeia de suprimentos, trazendo como resultado a redução de rupturas (faltas) e, ao mesmo tempo, a redução de estoques.

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