Como evitar perdas financeiras na cadeia de suprimentos?

Os empresários varejistas iniciaram o ano de 2016 muito “estocados”, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O levantamento apontou que os estoques do varejo mantiveram, em dezembro de 2015, o índice mais desfavorável em quatro anos.

Na pesquisa Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), 30,7% dos estabelecimentos entrevistados revelaram estoques acima do adequado, e isso tudo por conta do atual cenário de baixa demanda interna: segundo a CNC, o volume de vendas do comércio varejista em 2015 encerrou o ano com o pior resultado da Pesquisa Mensal de Comércio, com recuo de 4,1% em relação ao ano passado.

O excesso de estoques está entre os problemas gerados pela dificuldade crescente que as empresas do setor de varejo têm em equilibrar reposição e consumo, e a diminuição das vendas é apenas um dos motivos para isso. “O grande varejista típico costuma ter muitos centros de distribuição e centenas de lojas, e precisa gerenciar cada um dos produtos em cada local que estiverem, seja nos depósitos ou nos pontos de venda”, comenta Leonardo Guerin, gerente de Produto da NeoGrid, ao explicar a dimensão da complexidade que a gestão de estoques no varejo pode ter.

Para completar, cada um desses produtos possui características próprias e diferenciadas. “Em um supermercado, por exemplo, existem itens com prazos de validade curtos e longos e outros que precisam de tratamento específico, como refrigeração e exposição em gôndolas fechadas, no caso de itens de alto valor”, complementa Leonardo.

Segundo o especialista, políticas de estoque mal elaboradas fazem, em primeira instância, o empresário “errar a mão” na quantidade de produtos que as lojas armazenam, e isso gera consequências. No caso do excesso de itens estocados, existem duas situações principais: quando as mercadorias forem perecíveis; e quando houver obsolescência, o que geralmente acontece no caso de eletrônicos.

Outro problema que pode acontecer em função da gestão inadequada de estoques está no outro extremo, a ruptura, que ocorre quando o nível de estocagem de determinado produto é insatisfatório em relação à procura. Nesses casos, além de o varejista perder vendas e ter o faturamento reduzido, o cliente insatisfeito pode ainda ficar com uma má impressão da sua loja e não aparecer mais por lá.

Diante disso, não resta outra saída ao empresário do varejo a não ser cuidar (muito) bem dos seus pontos de estoque para alcançar mais competitividade, melhorando o desempenho financeiro e oferecendo um nível de serviço de excelência aos seus clientes. Gestão conjunta de Sell In e Sell Out, realização de inventários para verificar o alinhamento do estoque físico com o informado nos sistemas de controle, análise de indicadores de visibilidade e integração de atividades e procedimentos são técnicas que podem ajudar nessa tarefa, assim como o Vendor Managed Inventory (VMI).

Em português, VMI significa “estoque gerenciado pelo fornecedor” e funciona assim: por meio de uma plataforma compartilhada entre indústria e varejo, o estabelecimento envia informações de consumo dos produtos ao fornecedor e, quando o estoque chegar a determinado nível previamente acordado, a indústria faz a reposição de forma automatizada. Assim, produtos de reposição contínua estarão sempre na gôndola e a empresa varejista conseguirá obter maior equilíbrio entre níveis de estoque e consumo.

Realmente não dá para ficar de braços cruzados diante do impacto que o gerenciamento de estoques tem na cadeia de suprimentos do setor varejista. Mas você ficar pode tranquilo: os próximos posts irão explicar com mais detalhes o que é o VMI  e como essas três letras são capazes de ajudar a ajustar esse processo. O objetivo é torná-lo mais estratégico para acertar em cheio nas decisões e ficar longe de impactos negativos!

Autor

A NeoGrid é uma empresa brasileira de soluções para a gestão de Supply Chain com clientes em mais de 30 países e escritórios na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia. Em plataforma exclusiva e completa, as soluções NeoGrid sincronizam a cadeia de suprimentos, trazendo como resultado a redução de rupturas (faltas) e, ao mesmo tempo, a redução de estoques.

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