Como ganhar eficiência operacional no varejo e crescer em meio à crise

As projeções econômicas para o Brasil não são muito animadoras: a indústria deve fechar mais de 610 mil postos de trabalho neste ano, segundo levantamento do Estadão. No varejo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sinalizou o sexto mês seguido de queda nas vendas (entre fevereiro e julho). Mas, mesmo em meio a esse cenário de desaceleração econômica, há muitas empresas projetando lucro. O caminho encontrado por elas passa pela busca da eficiência operacional, capaz de aumentar a competitividade e maximizar a margem de lucro.
Para demonstrar como isso pode ser possível, confira três situações que as empresas do setor varejista precisam ficar atentas para se sobressair entre os concorrentes:

  1. Análise da tendência de consumo: gerir o estoque a partir das informações de consumo do cliente no ponto de venda (exemplo: qual produto é consumido com mais frequência e em que época) é uma maneira de manter a disponibilidade dos itens na gôndola, evitando o excedente e a falta que causam prejuízos, já que a empresa imobiliza o capital no estoque.

Nesse sentido, uma solução tecnológica pode apoiar na consolidação dos dados de consumo. Entre outros benefícios, essa informação evita que a área de Compras negocie a aquisição de uma quantidade de itens superior à demanda da loja. Afinal de contas, caso o varejo esteja “inchado” com determinado produto, a loja não tem outra alternativa a não ser promover a queima de estoque, reduzindo a margem de lucro. Uma situação como essa diminui a competitividade.

  1. Ruptura de estoque: na contramão da situação trazida acima (excedente de produtos), a ruptura (que é a falta de itens na gôndola) também deve ser vista com atenção. Segundo dados divulgados em 2011 pela Nielsen, empresa especializada em pesquisas de comportamento, 50% dos consumidores que não encontram o produto na gôndola, podem ir para outra loja comprá-lo ou mesmo optam por um item de outra marca ali mesmo. A indisponibilidade do produto no ponto de venda deixa um rastro de prejuízo tanto para o varejo quanto para a indústria.

Para evitar esse cenário, é importante contar com algumas soluções na cadeia de suprimentos (supply chain. Elas possibilitam a análise de cada um dos itens do estoque, para que se consiga entender o comportamento daquele item, a oscilação de demanda ou ainda se ele tem uma sazonalidade ou não.

  1. Trabalho colaborativo: fortalecer a parceria de negócios entre varejo e indústria é outra situação importante para buscar eficiência operacional e obter ganhos de produtividade. Segundo levantamento da NeoGrid, a falta de um item pode representar em perdas de até 14,7%  no caso da indústria e 4,9% no varejo. Há soluções tecnológicas que favorecem a integração dos planos de negócios entre esses agentes, otimizando os processos. Uma das saídas possíveis de serem aplicadas nesse cenário de colaboração, foi tratada com detalhes no post “Como funciona a operação triangular no varejo?”

Para a resolução destas e outras situações, a tecnologia se apresenta como o caminho adequado, sem representar aumento na folha de pagamento e garantindo eficiência operacional na cadeia de suprimentos.

Autor

A NeoGrid é uma empresa brasileira de soluções para a gestão de Supply Chain com clientes em mais de 30 países e escritórios na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia. Em plataforma exclusiva e completa, as soluções NeoGrid sincronizam a cadeia de suprimentos, trazendo como resultado a redução de rupturas (faltas) e, ao mesmo tempo, a redução de estoques.

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