custo de reposição de estoque

Como reduzir o custo de reposição de estoques?

A gestão do estoque exerce uma grande influência no desempenho financeiro da empresa, sobretudo no varejo. Tanto o excesso quanto a falta de produtos podem impactar as vendas, além de gerar despesas mais altas. Por isso, é fundamental elaborar uma estratégia para reduzir o custo de reposição de estoque, promovendo um fluxo de caixa mais saudável para o negócio. Mas como fazer isso?

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É comum se deparar com esse desafio, já que cada organização tem sua própria dinâmica operacional. Isso significa que não se trata apenas de reduzir os custos dos pedidos, mas de identificar a necessidade específica da empresa e agir de acordo com esse cenário. O primeiro passo é justamente identificar os tipos de custo do estoque.

Mostraremos aqui como fazer isso e quais são as melhores práticas para reduzir os gastos no setor. Confira!

Quais são os tipos de custo de estoque?

Os custos básicos de um estoque são quatro. O cálculo, por sua vez, é importante para que a empresa identifique de que forma a reposição pode ser mais econômica. Veja, então, quais são essas categorias.

1. Custo de pedido

Também chamado de custo de processamento ou de reposição, esse valor está atrelado a cada nova reposição. Em geral, ele é dividido em algumas subcategorias que ajudam a detalhar o montante final, conforme listamos a seguir:

  • custo de estoque fixo — armazenamento, gerenciamento de contas, comunicação, cobranças etc.;
  • custo de logística — principalmente transporte e recebimento, que são variáveis de acordo com o pedido e interferem na própria margem de lucro.

O cálculo desse valor depende diretamente do tipo de produto com o qual você trabalha. Se a entrega vem de outro país, por exemplo, as variáveis podem ser até maiores — afinal, é preciso considerar o tipo de transporte (trem, avião, navio etc.).

2. Custo de manutenção

Todo estoque parado gera um custo de manutenção. Ele pode ser composto pelas seguintes subcategorias:

  • custo de capital — relacionado ao investimento (impostos, seguro, inflação etc.);
  • custo de armazenagem — manutenção das instalações, além de despesas variáveis (como aluguel, água, energia elétrica e impostos);
  • custos de serviços — gestão de estoque, picking e packing, manutenção, segurança e demais serviços relacionados;
  • custo de risco — relacionado à possibilidade de perda de produtos por deterioração, dano, obsolescência etc.

Aqui, vale destacar que há também uma variação relacionada à eficiência operacional. Quanto mais tempo o produto fica em estoque, maiores são os custos.

3. Custos do produto

Toda mercadoria manufaturada ou comprada de um fornecedor tem seu próprio custo, que deve ser separado de valores como despesas de logística e armazenagem. Isso permite uma análise mais apurada sobre o impacto da gestão de estoque na margem de lucro sobre as vendas.

4. Custo de falta

A falta de produtos no estoque também precisa ser considerada, já que um pedido emergencial costuma trazer consigo custos maiores. Algumas empresas optam por distinguir ainda as vendas perdidas (que é o lucro perdido em cada pedido não atendido) e o custo de atraso (gasto direto gerado pela compra emergencial).

Como calcular o custo de estoque?

Uma forma prática de calcular o custo do estoque é tomar como base a taxa de juros para empréstimos e adicionar 20%. A porcentagem deve ser baseada em um empréstimo equivalente ao valor pago pelos produtos naquele período. Se a taxa for de 8%, por exemplo, o cálculo é:

Custo de estoque = (taxa de empréstimo + 20%)

Custo de estoque = (8% + 20%)

Custo de estoque = 26%

Então, se o valor do pedido de reposição for de R$ 1.000,00, o custo do estoque será de aproximadamente R$ 260,00. Caso você queira fazer uma análise mais detalhada da manutenção, a base de cálculo indicada para cada tipo de custo é a seguinte:

  • custo de capital: 15%;
  • custo de armazenagem: 2%;
  • custo de serviço: 2%;
  • custo de risco: 6%.

Tendo esses dados em mãos, é hora de adotar medidas para reduzir os custos por meio da otimização da gestão de estoque.

Como reduzir o custo da reposição de estoque?

Para ter bons resultados no estoque, é fundamental estabelecer uma gestão baseada em indicadores. Assim, você pode reduzir, por exemplo, o tempo que os produtos ficam parados e controlar mais de perto os níveis de cada mercadoria. Porém, no varejo, o principal desafio é que essa demanda vem do consumidor. O que fazer, então, para ter mais previsibilidade e fazer pedidos na hora certa, na quantidade certa?

Para começar, é importante colocar a tecnologia para trabalhar a seu favor, promovendo a automatização da cadeia de suprimentos. Na transformação digital, as empresas não devem abrir mão da análise de dados para ter mais controle sobre os processos. No contexto do estoque, isso significa que o gatilho para os pedidos de reposição de estoque deve ser a demanda do consumidor, não o achismo do gestor.

Tecnologias para aproximar varejo e indústria

Se a reposição é influenciada pelo tempo da distribuição, é preciso inserir a indústria nesse processo. A sincronização de dados de produtos, por exemplo, permite que a própria produção esteja alinhada às demandas do consumidor final. Cada item é controlado mais de perto, por meio de um registro global. Com essa informação em mãos, o gestor pode disparar os novos pedidos com um timing mais preciso.

Uma solução de VMI, por exemplo, dá ao fornecedor o acesso a esses dados e permite que ele controle o estoque de seus produtos no cliente, consequentemente, promovendo uma redução expressiva do custo de reposição. Para complementar, uma tecnologia de DDR usa inteligência artificial e machine learning para controlar o nível de cada material de acordo com a demanda real, minimizando faltas ou excessos.

Cada elo da cadeia de suprimentos passa a trabalhar com base nas mesmas informações, se mantendo alinhado aos objetivos estratégicos do negócio e compartilhando dados para colaborar com o aumento da produtividade dos demais setores.

Então, se você pretende reduzir o custo de reposição de estoque na sua empresa, faça uma análise da sua operação para entender quais são os pontos críticos e as oportunidades. Colocando a tecnologia para trabalhar a seu favor, você conquista resultados cada vez melhores, fidelizando clientes e garantindo a saúde financeira do negócio!

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