Conheça agora os 6 indicadores para a gestão de estoque

Realizar a gestão de mercadorias nos centros de distribuição, distribuidores e lojas é um dos grandes desafios da indústria e do varejo. Mas vencer esse obstáculo é possível por meio da análise de indicadores para gestão de estoque.

O monitoramento dos resultados é uma ação essencial para o aperfeiçoamento das tarefas e correção de falhas. Investir nessa estratégia ajuda a manter o estoque equilibrado e pronto para atender à demanda de seus clientes.

Neste texto, separamos alguns dos principais índices que você deve analisar para fazer a reposição adequada de produtos nos pontos de venda e aumentar a competitividade do seu negócio. Vamos lá?

1. Giro de estoque

A primeira coisa que você precisa saber é que a gestão de estoque tem tudo a ver com rentabilidade. Afinal, produtos parados, com baixo giro e em excesso nos CDs e lojas representam capital imobilizado. Do mesmo modo, a falta de estratégia na distribuição desses produtos prejudica as vendas.

Por esse motivo, o giro de estoque é um indicador indispensável. Com ele, é possível identificar quais os produtos com maior e menor procura e, com isso, planejar estratégias para direcionar a distribuição e as vendas, seja por meio de promoções ou de campanhas de marketing.

O giro de estoque também representa a quantidade de vezes que o capital investido na compra dos produtos foi recuperado por meio das vendas, ou seja, quantas vezes esse estoque é consumido e precisa ser reposto em um determinado período.

Quanto maior é o giro de estoque de um negócio, maiores serão os lucros alcançados. Isso demonstra sua capacidade de atender às demandas de seu cliente e de concretizar bons negócios.

2. Ruptura de estoque

O indicador de ruptura de estoque é outro que merece muita atenção dos gestores. Como você sabe, todo o funcionamento de uma empresa deve ser pautado na demanda do consumidor e, por isso, é necessário garantir que jamais falte produtos nas gôndolas.

Esse indicador indica a porcentagem de produtos em falta comparada ao total de itens disponíveis na loja — de acordo com o mix de produtos que deve ser disponibilizado ao cliente.

Pareceu confuso? Vejamos um exemplo: se o seu supermercado vende 10 marcas diferentes de leite integral e a marca “A” está em falta no estoque, a ruptura do produto é de 10%.

Essa situação tem várias causas e pode desencadear uma série de problemas à empresa, como a perda de vendas e a insatisfação da clientela — já que ele não encontrará a sua marca preferida na prateleira.

Para evitar esse problema e garantir a disponibilidade dos produtos, a indústria e o varejo devem adotar estratégias eficientes e apostar no apoio da tecnologia. Afinal, visitar todos os estoques e realizar a conferência pessoalmente não é nada produtivo, não é mesmo?

Portanto, é preciso acompanhar de perto esse indicador e investir em uma boa solução. Isso o ajudará a alinhar demanda, distribuição e reposição dos estoques, evitando o risco de ruptura.

3. OSA

O indicador OSA (On Shelf Availability) mostra a disponibilidade de um produto em gôndola de acordo com a expectativa de vendas e o seu histórico em um determinado período, entre outros fatores considerados nos cálculos de seus algoritmos preditivos.

O OSA possibilita ainda identificar os motivos das faltas (se de execução de loja ou logística) e saber quanto dinheiro é perdido devido à indisponibilidade – e, assim, apoiar a gestão e a distribuição das mercadorias para evitar que ocorram faltas e excessos de estoque.

4. Perdas no estoque

As perdas no estoque podem ser consideradas um dos grandes pesadelos de uma empresa e podem ser desencadeadas por diversas situações, como:

  • excesso de estoque;
  • furtos;
  • falta de qualidade dos produtos;
  • armazenamento inadequado;
  • erros durante a movimentação.

Por causar grandes prejuízos ao negócio, é necessário ter esses dados sempre atualizados e organizados. Eles serão imprescindíveis para que o gestor tome providências e invista na melhoria da qualidade dos processos que desencadeiam essa falha.

5. Taxa de retorno

A taxa de retorno é um indicador que está intimamente ligado à logística reversa. Ele indica a quantidade de mercadorias que, depois de vendidas, retornou ao estoque.

O cálculo é relativamente simples: basta dividir o número de produtos retornados pelo número de vendas e multiplicar por 100. Em um cenário ideal, essa porcentagem deve estar sempre próxima de zero.

Com esse dado em mãos, é possível identificar os produtos com maior índice de devolução, classificar as causas desse problema e, claro, adotar estratégias para reduzi-lo.

6. Estoque Virtual

Este indicador aponta a diferença entre o estoque registrado no sistema transacional da empresa e o estoque físico, o que realmente está disponível em gôndola.

O estoque virtual acontece devido a razões como perdas, roubo, descarte, entre outros, e afeta diretamente o processo de reposição de produtos. Isso porque, sem saber que o item não está na gôndola, a reposição não é sugerida, já que o sistema aponta saldo positivo.

Em alguns casos, o contrário também acontece. O varejista deixa de fazer um pedido por acreditar que ainda o tem na loja. Isso acontece principalmente quando, ao passar as compras no caixa, a operadora usa apenas um produto para contabilizar itens que se repetem.

Por isso, é essencial analisar o estoque virtual para uma reposição assertiva de estoques.

Falar em gestão de estoque é falar em monitoramento de dados. Afinal, esse é o verdadeiro segredo para manter sua empresa rentável e competitiva no mercado.

O estoque é um local sensível de uma empresa e, via de regra, os erros cometidos em seu gerenciamento são fatais, especialmente no que diz respeito à satisfação da clientela e à manutenção das vendas aquecidas.

Desse modo, o que se pode concluir é que os indicadores para gestão de estoque apresentados neste post são a chave para que seu negócio alcance o sucesso e, claro, devem fazer parte do seu cotidiano.

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