Estoque Virtual: conviver ou não com essa questão?

Em tempos difíceis como o que estamos vivendo hoje, precisamos aproveitar todas as oportunidades para transformá-las em resultado.

Pesquisas recentes realizadas nos varejos brasileiros apresentam e destacam um grande ofensor à ruptura percebida e mensurada nas prateleiras, o famoso estoque virtual.

O Estoque Virtual por conceito se dá quando acreditamos ter fisicamente um determinado produto na prateleira e por razões como perdas, roubo, descarte, entre outros, não o encontramos. Na prática e tecnicamente existe o saldo de estoque positivo no sistema transacional, mas o produto físico que é bom, nada!

Isso com certeza é um grande problema, pois as ferramentas padrão de compras e abastecimento não identificam esse possível estoque virtual e, por consequência, a reposição não é sugerida ou até mesmo efetivada.

E de que forma a NeoGrid, através dos seus produtos especializados para a sincronização da cadeira de suprimentos está atenta a essa particularidade e contorna esse problema tão comum nos varejos?

Existem diversos efeitos indesejados provenientes do estoque virtual, em destaque dois deles com grande impacto:

  • Cálculo da Ruptura (Perda de Venda)

O cálculo da ruptura é comumente afetado pelo estoque virtual, independente da fórmula com que é calculado, pois o saldo de estoque é uma variável fundamental.

  • Cálculo da Reposição (Compras e Abastecimento)

O cálculo da reposição, infelizmente, também é comumente afetado pelo estoque virtual e provoca efeitos diretos na operação e nos resultados. Toda vez que existe saldo de estoque positivo suficiente para o atendimento da demanda e esse saldo é virtual, a reposição não acontece, e com isso a perda é enorme. Se o saldo é parcial, o risco de falta ainda é uma realidade, já que a ordem será menor do que deveria.

Preocupada com o resultado dessa perda acompanhada de maneira constante, a NeoGrid desenvolveu ferramentas que vão desde a gestão até a operação da loja.

Com a solução OSA (On Shelf Availability – Disponibilidade na Prateleira) é possível entender os reais motivos da ruptura e com isso proporcionar aos analistas e gestores um direcionamento assertivo para a resolução das causas encontradas. Além de identificar e apresentar percentualmente os maiores ofensores, propõe-se através de processo a ação propriamente dita. Nesse artigo, o destaque é o estoque virtual,  responsável em setembro deste ano por 40,54% das rupturas encontrada nos varejos brasileiros.

Já as soluções de DRP (Distribution Requirements Planning – Planejamento de Distribuição) e VMI (Vendor Managed Inventory – Gestão do Estoque do Cliente pelo Fornecedor) atuam muito forte na identificação dos possíveis estoques virtuais, criando e disponibilizando relatórios e alertas para análises e correções. Imaginem identificarmos em uma SKU (Produto / Loja) o seguinte comportamento:

  • Saldo de Estoque Positivo;
  • Venda Média Diária Positiva;
  • Um ou Dois ciclos de reposição sem Venda.

Estranho, não é mesmo? Esse é um dos métodos utilizados para a identificação desse problema, hoje muito prejudicial para a operação e o resultado dos varejos. Via workflow ou processo, abrem-se duas frentes: analisar/ajustar as ordens de reposição do dia e ajustar o saldo de estoque no sistema transacional.

Fique atento a essas questões e não desperdice grandes oportunidades! Em tempos difíceis, os detalhes fazem a diferença.

Autor

Camilo Manfredi (camilo.manfredi@neogrid.com) é graduado em Engenharia de Produção Elétrica pela FEI - São Bernardo do Campo – São Paulo, pós-graduado em Administração pela FGV – São Paulo e master em Liderança e Gestão de Pessoas pela FGV – São Paulo. Atuou em diferentes projetos de transformação da cadeia de suprimentos em todo o Brasil, apoiando também as operações dos EUA, Europa e Japão. Autor do livro Clientes & Empresas – Como Cães & Gatos. Atualmente é Diretor de Operações - Planning & Replenishment na NeoGrid.

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