O estoque do varejo também precisa ser omnichannel

Comprar pela internet e retirar o produto em qualquer loja. Essa é uma forte tendência dos varejos, que estão cada vez mais aderindo ao modelo omnichannel. Isso traz vantagens para o consumidor e para o mercado, mas há um desafio que precisa ser superado: a gestão de estoque precisa ser adequada à essa realidade. A questão é garantir que os produtos estarão sempre disponíveis para os clientes, independentemente do canal em que ele fez a compra.

No passo anterior à essa tendência, acontece algo parecido, que é a prática em que o varejo determina a loja na qual o cliente retira esse pedido, permitindo que as empresas estejam mais preparadas em relação à essa demanda, pois tem um tempo para mandar a mercadoria do centro de distribuição para o local da retirada.

Com o modelo em que o consumidor escolhe o local, esse cenário muda. O estoque, que, de certa forma, estava preparado para uma demanda, recebe algo extra, que não estava previsto a partir da compra online ou na estimativa de vendas que o varejo havia feito.

Para lidar com essa situação, o varejo costuma separar os estoques, com um espaço destinado apenas a produtos vendidos pela internet e o restante ficando à disposição da loja física. O problema desse método é que em algum momento um dos canais pode sofrer com ruptura ou excesso dentro do mesmo local.

Seria o caso de a loja física estar com falta de um produto que está sobrando no estoque do e-commerce e não poder utilizar esses itens por conta da separação. São dois problemas acontecendo ao mesmo tempo, dinheiro parado e perda de vendas. Isso tudo considerando que as mercadorias pertencem à empresa.

O varejo precisa, portanto, unificar os estoques, independentemente de onde saiam as vendas, se do e-commerce ou da loja física. É a maneira mais eficaz de evitar que falte produto de um lado e sobre do outro, descomplicando o controle de estoque e dando mais agilidade ao processo.

Reação à demanda do consumidor

Depois de unificar os estoques, vem a parte da reposição, que se torna um pouco mais complexa considerando que as demandas podem vir do e-commerce e de venda em loja. Mas a solução é relativamente simples.

O varejo não pode mais trabalhar apenas na lógica da previsão de vendas ou da negociação de preços com os fornecedores, pois, dessa forma, são constantes os casos de excesso de estoque ou ruptura e desbalanceamento entre as lojas.

É necessário trabalhar sempre reagindo ao real consumo, ou seja, ajustando os estoques conforme as vendas forem acontecendo. Baixou o volume de determinado produto a um ponto mais crítico, considerando seu nível de atividade, a reposição deve ser apenas do quanto for necessário.

O varejo terá um único estoque e ele será sempre reposto de acordo com as vendas, sejam elas vindas do canal on-line, sejam da loja física. Independentemente de onde saia a venda, a empresa terá o produto para entregar ao cliente.

Para ajudar ainda mais esse trabalho, existem soluções que utilizam inteligência artificial para fazer a reposição. A partir dos dados de real consumo, tanto da loja quanto do site, a ferramenta calcula a quantidade necessária a ser comprada ou distribuída para cada loja.

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Somos especialistas em sincronizar sua empresa à demanda. Em manter seu produto sempre disponível para o consumidor, na quantidade adequada e na hora certa. Nós somos a Neogrid. Uma empresa de soluções para a gestão automática da cadeia de suprimentos (Supply Chain Management).
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