O que é ruptura de estoque e como evitá-la?

Você sabe o que é ruptura? Mesmo com todos os avanços tecnológicos observados nos últimos anos, esse é um problema enfrentado por muitas empresas e tem suas causas em processos existentes em toda a cadeia de suprimentos.

Continue com a leitura para entender melhor esse conceito, suas causas, consequências e as melhores estratégias para evitá-la!

O que é ruptura de estoque?

A ruptura de estoque nada mais é do que a falta de um determinado produto para a venda. Quando você vai ao supermercado, por exemplo, em busca de uma marca de refrigerante e não a encontra, está diante de um caso de ruptura.

Dentro do planejamento de reposição de estoque, a empresa precisa levar em consideração inúmeros aspectos e a intenção é assegurar que o consumidor jamais sinta falta de algo nas prateleiras.

Quando algum processo não é bem executado ou os números utilizados não refletem a realidade do mercado, o problema surge e traz consigo uma série de consequências negativas, desde a perda de vendas à insatisfação dos consumidores.

Para ajudar a mensurar a ruptura, existe um índice que aponta a porcentagem de produtos em falta em relação ao total de itens de uma loja, considerando o catálogo total de produtos. Por exemplo: se um varejo vende 10 marcas de água mineral de 500 ml e uma delas está sem estoque, a ruptura desse produto é de 10%. Calculado com base no mix de cada loja, o indicador não considera o histórico de vendas e é independente da demanda.

As empresas Neogrid e Nielsen calculam a ruptura no varejo, por meio de soluções que trazem o indicador OSA (On Shelf Availability), que reúne informações homologadas de mais de 25 mil lojas do Brasil. Veja abaixo os números agregados de 2018.

Quais as causas para a ruptura de estoque?

Afinal, quais as causas para a falta de um produto na gôndola? Em geral, diversas situações contribuem para que esse tipo de falha aconteça.

Um estudo da Neogrid concluiu que o abastecimento da indústria é responsável por 38% dos problemas encontrados e o varejo responde por 62% dos gargalos. Ou seja, o índice de ruptura é um indicador que interessa a todos os envolvidos.

Em primeiro lugar, é possível observar alguns problemas dentro do próprio varejo — na distribuição interna, são  enviadas quantidades erradas para cada loja, por exemplo. Nesses casos, alguns locais terão estoque em excesso e outras enfrentam a ruptura.

Outra motivo bastante comum é a existência de um sortimento inadequado, que pode ser causado por diversos motivos, como a falta de visibilidade e acompanhamento dos dados de vendas e o processo de compras. Na tentativa de baixar custos e aumentar a margem de lucro sobre determinado produto, por exemplo, o varejo busca descontos com a indústria.

Até aí tudo bem. No entanto, para conseguir um preço atrativo, ele acaba adquirindo um lote maior de determinado item, o que prejudica o espaço disponível para os demais produtos. Dessa maneira, esse desequilíbrio será percebido nas prateleiras, já que algumas mercadorias faltarão e outras sobrarão.

Conforme mencionado, a indústria também contribui para o problema. Em geral, a não emissão do pedido, os erros no abastecimento do centro de distribuição e a demora para a entrega das mercadorias podem desencadear o aumento da ruptura.

Além disso, a lógica de empurrar produtos para o varejo, sem que necessariamente as lojas tenham necessidade é uma das causas. A manufatura costuma enviar lotes grandes para as lojas, na tentativa de aumentar suas vendas. O problema é que, para isso, ele acaba priorizando um varejo, em detrimento de outros, que podem acabar sofrendo ruptura.

Quais as consequências da ruptura para o negócio?

Em resumo, a ruptura faz com que a indústria e o varejo percam vendas. É preciso entender que uma porcentagem das pessoas que vai ao supermercado, por exemplo, em busca de uma marca acaba levando um produto similar (o que, para a indústria, é ruim), mas outro grupo deixa de efetuar a compra.

É possível, inclusive, que alguém que tenha ido fazer as compras do mês, ao perceber a falta de determinado produto, desista e procure outro supermercado com o intuito de fazer uma única compra. Nesse caso, todos os envolvidos na cadeia de suprimento saem perdendo.

Dessa maneira, podemos dizer que as principais consequências negativas da ruptura de estoque são:

  • o cliente desiste de comprar;
  • o cliente decide comprar em outra loja;
  • o cliente opta por levar um produto de outra marca;
  • o cliente sente-se insatisfeito e não volta a comprar naquele negócio.

O que fazer para evitar a ruptura de estoque?

Para evitar a ruptura é preciso comprar e distribuir adequadamente e isso deve ser feito de acordo com a demanda. Confira algumas dicas para superar esse desafio!

Acompanhar dados de sell-out

O varejo e a indústria devem acompanhar de perto os dados de sell-out, ou seja, das vendas ao consumidor final. Saber o que o cliente está comprando ajuda a identificar os produtos com mais ou  menos vendas. Consequentemente, será possível fazer compras mais assertivas, — colocando na loja aquilo que tem uma maior saída e comprando menos os itens que não têm um grande volume de vendas.

Investir no controle de estoque

Não há como combater a ruptura sem uma gestão de estoque qualificada nas lojas e, para a indústria, sem acompanhar a movimentação de seus produtos no varejo. Afinal, o gestor deve ter informações exatas e em tempo real de tudo o que tem armazenado e do que é preciso repor com mais urgência.

Quando há esse controle efetivo, o processo de reposição é muito mais rápido e adequado. As informações sobre o nível do estoque evitarão que a ruptura aconteça e são essenciais para a manutenção das vendas da empresa.

Apostar em um trabalho colaborativo

Varejo e indústria precisam aprender a trabalhar em conjunto. Para garantir uma produção adequada, a manufatura deve ter acesso aos dados gerados nos pontos de vendas. De igual maneira, o varejo precisa dialogar com os fornecedores e garantir uma reposição rápida e coerente.

A colaboração faz com que a indústria mande os produtos certos e na quantidade ideal para cada loja, o que é extremamente importante. Afinal, repor a mesma quantidade para todos os varejos não é a decisão correta, pois as vendas em cada um deles é diferente.

Enfrentar a falta de produtos nas gôndolas é uma questão de sobrevivência. Diante de uma sociedade dinâmica, um consumidor exigente e um mercado tão competitivo, as empresas precisam se esforçar para atender as demandas de seu público no tempo, local e quantidade exata.

Esse é um desafio importante, mas não é impossível de ser superado. Conforme visto, as informações adequadas, o apoio tecnológico e o trabalho colaborativo entre indústria e varejo fazem toda a diferença e conduzem a bons resultados.Seu negócio está enfrentando um alto índice de ruptura? Entre em contato com a Neogrid e conheça as soluções ideais para esse problema!

Autor
Somos especialistas em sincronizar sua empresa à demanda. Em manter seu produto sempre disponível para o consumidor, na quantidade adequada e na hora certa. Nós somos a Neogrid. Uma empresa de soluções para a gestão automática da cadeia de suprimentos (Supply Chain Management).
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