OSA: conheça o indicador capaz de equilibrar os níveis de estoque do varejo

Uma cena típica do dia a dia do varejo: o cliente procura o produto desejado nas prateleiras, não encontra e vai buscá-lo em outro lugar, saindo do estabelecimento frustrado e sem intenção retornar. E tem mais: de acordo com pesquisa realizada pela Nielsen, em média 50% desses consumidores insatisfeitos trocam de loja e também de marca. Ou seja, é prejuízo para os dois lados, tanto para o ponto de venda quanto para a indústria fabricante do produto.

O pior de tudo nessa história é que, na grande maioria dos casos, a loja tinha esse produto em estoque mas não fez seu reabastecimento na gôndola, e essa ruptura poderia ter sido evitada utilizando soluções e indicadores específicos, a exemplo do OSA (On Shelf Availability).

O conceito OSA permite ao ponto de venda controlar a disponibilidade dos produtos na gôndola de acordo com sua expectativa de vendas, histórico e volume de vendas, levando em consideração aspectos importantes como sazonalidade e dia da semana. No caso de bebidas alcoólicas como cervejas, por exemplo, a expectativa de vendas é bem maior aos finais de semana; sorvetes vendem mais no verão; e espumantes e panetones têm maior procura no fim de ano.

Ao serem identificadas indisponibilidades, também chamadas de “problemas de OSA”, os indicadores dão conta ainda de informar as possíveis causas para isso ter acontecido, o que ajuda bastante para o estabelecimento agir diretamente na causa do problema.

Entre os motivos das faltas podem estar a indisponibilidade do produto no estoque – e a partir disso o estabelecimento pode investigar se os pedidos foram feitos ou não, quando e se o problema ocorreu na administração do estabelecimento, no centro de distribuição ou ainda na transportadora – e na gôndola (ou seja, havia produtos em estoque mas o promotor responsável não reabasteceu).

De acordo com dados do OSA NeoGrid, em maio, no Brasil o consumidor encontrou o produto desejado na gôndola em 96,6% das vezes. Nos 3,39% dos casos em que houve indisponibilidade, a maior causa foi por gôndola desabastecida (68,78%), e isso é preocupante, já que a falta de mercadorias nas prateleiras faz com que tanto indústria quanto varejo percam vendas.

Os indicadores OSA também são utilizados pela indústria para verificar se seus produtos estão sendo devidamente reabastecidos nas gôndolas e acompanhar se os promotores responsáveis estão desempenhando seu trabalho corretamente.

Ao que tudo indica, se o gerente do ponto de venda citado no início deste post contasse com esses indicadores ele conseguiria colocar em prática ações preventivas para não haver indisponibilidade e a perda do cliente não ter acontecido. Muito se fala sobre a importância de se controlar as faltas diretamente nos estoques – iniciativa que é, sem dúvida, muito importante.

Mas utilizar indicadores que controlem a disponibilidade das mercadorias diretamente nas gôndolas pode representar um diferencial e tanto para sua loja ou indústria. Eles ajudam a equilibrar o nível de estoque, gerenciar melhor o fluxo da cadeia de suprimentos e manter as gôndolas sempre abastecidas, os clientes satisfeitos e sua marca competitiva. Continue acompanhando esta série sobre OSA aqui no blog!

Autor

A NeoGrid é uma empresa brasileira de soluções para a gestão de Supply Chain com clientes em mais de 30 países e escritórios na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia. Em plataforma exclusiva e completa, as soluções NeoGrid sincronizam a cadeia de suprimentos, trazendo como resultado a redução de rupturas (faltas) e, ao mesmo tempo, a redução de estoques.

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