Por que sincronizar dados de produtos entre parceiros comerciais?

De acordo com pesquisa realizada pela Global Commerce Initiative (GCI) em parceria com a Capgemini, 80% dos produtos comercializados têm algum dado incorreto em determinado ponto da cadeia de suprimentos pela falta de sincronização entre os bancos de dados de empresas fabricantes, varejistas ou distribuidores.

Do outro lado da moeda, os casos de sucesso de implantação de projetos de sincronização global de dados de produtos no mundo registram redução de 80% no tempo dedicado à gestão de dados; 50% mais eficiência na gestão de itens e pedidos; speed to marketing (velocidade de entrada de um produto no mercado) reduzido em duas semanas em média; divergências de pedidos reduzidos em até 30%; e ruptura de estoques reduzidos de 8% para 3%.

O GDS (Sincronização Global de Dados) atua na troca precisa e atualizada de informações sobre a cadeia de abastecimento compatível com os padrões estabelecidos. Quando esta sincronização não acontece os prejuízos podem ser enormes. Veja sete exemplos:

  1. Perda de vendas por falta de informações atualizadas: o varejista está com um determinado produto “bombando” nas vendas e quer fazer um novo pedido, mas as informações não batem com o descrito no novo catálogo do fabricante. Até descobrir qual exatamente é o produto que corresponde a sua necessidade, perdeu-se o timing do interesse dos clientes.
  2. Atraso na introdução de novos produtos: o tempo e o esforço de colocar um novo produto no mercado, informar e abastecer todos os varejistas pode comprometer a estratégia de marketing e abrir caminho para a concorrência ou novos entrantes.
  3. Devoluções e cancelamento de pedidos: chega um caminhão no varejista, mas a carga não é aceita. Por que não? Porque eles não têm informações de todos os itens que estão sendo entregues. O caminhão volta, dobra-se o custo do frete e o processo deve ser retomado desde o início.
  4. Divergências entre pedidos e faturamento, gerando necessidade de “compensações”: da mesma forma, inconsistências no banco de dados de produtos vai levar a erros entre o pedido e o que foi entregue e o fornecedor precisará compensar de alguma forma aquela falha para manter o cliente.
  5. Atrasos de entrega: os itens descritos acima exemplificam que a falta de informação sincronizada pode ter grande efeito no tempo de entrega do pedido, acarretando um efeito cascata maléfico sobre custo, margem, lucro e níveis de serviço.
  6. Falta de informação sobre produtos que saíram de linha: a falta de sincronização na descontinuidade de produtos também pode causar impactos negativos. Pela demora na atualização dos dados o comprador pode gerar pedidos, contar com o recebimento do produto e cobrar do vendedor que aquele produto que já está indisponível seja entregue.
  7. Informações mantidas de forma manual, gerando erros de registro: com a quantidade enorme de itens, famílias de produtos, versões, tipos e tamanhos, erros e trocas de informações podem inviabilizar o seu banco de dados, gerar equívocos em todo o processo de vendas e de gestão da demanda e limitar a visão estratégica que estes dados poderiam prover.

Em resumo, a sincronização global de dados de produtos:

  • Permite que o cliente final passe a acessar informações confiáveis sobre o produto e em tempo real;
  • Cumpre de forma mais eficaz com as normas e legislação de órgãos reguladores;
  • Elimina processos manuais que levam aos erros;
  • Otimiza o gerenciamento de dados;
  • Reduz os custos de distribuição;
  • Traz novos produtos ao mercado de forma rápida e simples.

O GDS é mais do que uma visão de futuro. Trata-se de uma prática existente, com tempo de implementação rápido e produzindo benefícios mensuráveis para os agentes da cadeia de bens de consumo no Brasil e no mundo.

Autor

A NeoGrid é uma empresa brasileira de soluções para a gestão de Supply Chain com clientes em mais de 30 países e escritórios na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia. Em plataforma exclusiva e completa, as soluções NeoGrid sincronizam a cadeia de suprimentos, trazendo como resultado a redução de rupturas (faltas) e, ao mesmo tempo, a redução de estoques.

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