Reposição pelo Real Consumo – Dynamic Buffer Management

Vamos analisar a gestão da cadeia de suprimentos (Supply Chain Management – SCM)  com otimização dos estoques através da reposição pelo Real Consumo, conforme orientações da Teoria de Restrições, proposta pelo Instituto Goldratt . Contrário ao modelo de projeção de vendas e previsão baseada análises estatísticos, esse sistema estabiliza o saída de produtos nos pontos de venda e reage rapidamente a flutuações de demanda e abastecimento resultando dos desejos do consumidor.

Afinal, se é possível responder a demanda logo que ela acontece, não é necessário tentar adivinha-la por meio de estimativas e projeções.

Mas para responder a demanda o mais rápido possível algumas premissas são necessárias.

1 – Eliminação de oscilações

2 – Agregação de estoques

3 – Redução de Lead Times

4 – Gerenciamento de Buffer Dinâmico

Já foram tratadas em posts anteriores deste blog, as questões de eliminação de oscilações e da agregação de estoques. A redução de lead time da entrega do produto seria uma consequência da agregação de estoques, é uma relação direta a escolha dos locais físicos onde estarão dispostos os pulmões, os CDs que agregam os estoques.

Atendidas as três primeiras premissas, vamos aprofundar desta vez os conceitos de DBM (Dynamic Buffer Management) – Gerenciamento Dinâmico de Amortecedor.

O DBM se baseia no conceito de que todo dia, deve-se repor tudo que foi consumido no dia anterior. Para aplicação desse conceito, são utilizadas três faixas de estoque que determinam quatro zonas de estoque:

O nível alvo de estoque determina a quantidade que deve ser pedida. O ideal é diariamente requisitar produtos para completar o estoque até este nível.

Com o estoque acima no nível alvo, ou seja, “superestocado”, deve-se parar de fazer compras do produto e se atentar o porquê dessa situação. O produto pode não estar girando conforme o esperado ou o estoque pode ter sido superdimensionado, por exemplo. Isto é um ponto de atenção porque existe um capital investido parado.

Quando o estoque está dentro da faixa verde, ou seja, um “estoque alto”, é seguro trabalhar com um nível menor. Caso o sistema fique durante dois ciclos de reposição nesse nível as faixas de estoque devem ser reajustadas (a recomendação dada pelo instituto Goldratt é de reduzir em 33%).

A faixa amarela de estoque é representa o estoque ideal. Se o estoque está girando nesta faixa, nenhum ajuste é necessário.

Por fim, a faixa vermelha é a área crítica de estoque e requer uma ação emergencial, pois existe um risco de perda venda e cliente por falta de produto (ruptura). Se o estoque de um item penetra muito frequentemente esta faixa ou se ele permaneceu um longo período nela, é sinal que temos um buffer (amortecimento) abaixo do necessário para a demanda deste produto e precisamos aumentar as faixas de estoque (a recomendação dada pelo instituto Goldratt é de aumentar em 33%).

O DBM já é bastante aplicado hoje em dia, principalmente na Europa e por grandes empresas, incluindo desde distribuidores de peças automotivas até o segmento da moda.

Uma vantagem do modelo é aliar simplicidade a eficiência. É uma prática inovadora para gestão da cadeia de suprimentos, com resultados rápidos, principalmente na redução de estoques e no aumento da disponibilidade de produtos para reagir a velocidade do real consumo!

Autor

Somos especialistas em sincronizar sua empresa à demanda. Em manter seu produto sempre disponível para o consumidor, na quantidade adequada e na hora certa. Nós somos a Neogrid. Uma empresa de soluções para a gestão automática da cadeia de suprimentos (Supply Chain Management).

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